Só o que os órgãos públicos publicam, com a fonte de cada número.

Quem ganha quanto no Brasil

Rendimento médio de quem trabalha, por tipo de vínculo (servidor, carteira assinada, conta própria, empregador), em cada estado; e como a renda se divide: quanto fica com a metade mais pobre, com os 10% mais ricos e com o 1% do topo. Tudo da PNAD Contínua do IBGE, a pesquisa domiciliar que mede isso oficialmente.

atualizado em 26/10/2026 · IBGE, PNAD Contínua anual 2025, valores a preços médios de 2025 · metodologia

R$ 5.301rendimento médio de quem trabalha no setor público (2025) · 1,67× o do setor privado com carteira (R$ 3.176)
11,0%da renda de todos os brasileiros fica com o 1% mais rico (2025); os 10% mais ricos ficam com 40,3%
R$ 15.214é quanto precisa sobrar por morador, somando toda a renda do domicílio, para estar no 1% mais rico. Para os 10% mais ricos bastam R$ 4.609; metade do país vive com até R$ 1.490
Média não é salário típico, e comparar setores mistura profissões. O setor público tem mais gente com ensino superior (professores, médicos, juízes, policiais) e quase nenhum emprego de salário mínimo; o privado tem de tudo. A PNAD é uma pesquisa por amostra, com rendimento declarado pelo próprio entrevistado. Os números dizem quanto cada grupo recebe em média, não se é "justo".

Rendimento médio mensal por tipo de vínculo (2025)

Empregador com CNPJR$ 9.509Setor público: estatutários e militaresR$ 6.266Setor público (todos)R$ 5.301Conta própria com CNPJR$ 5.233Setor público: celetistas com carteiraR$ 5.006Todos os ocupados (média)R$ 3.447Setor privado com carteiraR$ 3.176Setor privado sem carteiraR$ 2.493Conta própria sem CNPJR$ 2.184Trabalhador domésticoR$ 1.367

Fonte: IBGE, PNAD Contínua, tabela 4659 (rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, pessoas de 14 anos ou mais). "Com CNPJ" inclui MEI.

Como evoluiu desde 2012 (em reais de 2025)

R$ 1.325R$ 2.651R$ 3.976R$ 5.30120122014201620182020202220242025
Setor público: R$ 4.597 → R$ 5.301Privado com carteira: R$ 2.932 → R$ 3.176Conta própria: R$ 2.427 → R$ 3.011Média geral: R$ 2.985 → R$ 3.447

Valores já corrigidos pela inflação pelo IBGE (preços médios de 2025). 2020 e 2021 têm quebra na coleta (pandemia).

Por estado: público × privado, renda por pessoa e desigualdade (2025)

Acre: R$ 1.372Alagoas: R$ 1.401Amazonas: R$ 1.450Amapá: R$ 1.675Bahia: R$ 1.452Ceará: R$ 1.379Distrito Federal: R$ 4.401Espírito Santo: R$ 2.209Goiás: R$ 2.378Maranhão: R$ 1.231Minas Gerais: R$ 2.289Mato Grosso do Sul: R$ 2.369Mato Grosso: R$ 2.297Pará: R$ 1.435Paraíba: R$ 1.542Pernambuco: R$ 1.568Piauí: R$ 1.534Paraná: R$ 2.687Rio de Janeiro: R$ 2.732Rio Grande do Norte: R$ 1.779Rondônia: R$ 1.970Roraima: R$ 1.870Rio Grande do Sul: R$ 2.772Santa Catarina: R$ 2.752Sergipe: R$ 1.688São Paulo: R$ 2.862Tocantins: R$ 1.979ACR$ 1.372ALR$ 1.401AMR$ 1.450APR$ 1.675BAR$ 1.452CER$ 1.379DFR$ 4.401ESR$ 2.209GOR$ 2.378MAR$ 1.231MGR$ 2.289MSR$ 2.369MTR$ 2.297PAR$ 1.435PBR$ 1.542PER$ 1.568PIR$ 1.534PRR$ 2.687RJR$ 2.732RNR$ 1.779ROR$ 1.970RRR$ 1.870RSR$ 2.772SCR$ 2.752SER$ 1.688SPR$ 2.862TOR$ 1.979
R$ 1.231 → R$ 4.401 · de renda do domicílio por morador, em média
EstadoSetor públicoPrivado c/ carteiraPúblico ÷ privadoConta própriaRenda por pessoaGini10% mais ricos têm1% mais rico tem
Distrito FederalR$ 12.072R$ 3.6473,31×R$ 4.185R$ 4.4010,57042,3%9,8%
RoraimaR$ 5.731R$ 2.2952,50×R$ 2.056R$ 1.8700,50638,4%9,3%
RondôniaR$ 6.332R$ 2.6022,43×R$ 3.030R$ 1.9700,45835,6%9,2%
AmapáR$ 5.215R$ 2.2532,31×R$ 1.964R$ 1.6750,49637,8%7,9%
Rio Grande do NorteR$ 5.498R$ 2.4362,26×R$ 1.828R$ 1.7790,54044,4%11,6%
AcreR$ 4.824R$ 2.1752,22×R$ 2.176R$ 1.3720,50939,1%9,8%
ParaíbaR$ 4.400R$ 2.1792,02×R$ 1.730R$ 1.5420,50740,9%10,9%
SergipeR$ 5.097R$ 2.5981,96×R$ 1.830R$ 1.6880,53242,6%11,3%
Rio Grande do SulR$ 6.078R$ 3.1431,93×R$ 3.545R$ 2.7720,46836,8%9,4%
ParanáR$ 6.217R$ 3.2731,90×R$ 3.808R$ 2.6870,47036,7%9,3%
CearáR$ 4.145R$ 2.2181,87×R$ 1.720R$ 1.3790,50640,9%12,7%
PiauíR$ 4.190R$ 2.2451,87×R$ 1.506R$ 1.5340,50841,5%13,1%
Rio de JaneiroR$ 6.630R$ 3.5571,86×R$ 3.111R$ 2.7320,54343,6%11,6%
PernambucoR$ 4.665R$ 2.5121,86×R$ 1.842R$ 1.5680,52040,7%10,0%
Espírito SantoR$ 5.265R$ 2.8841,83×R$ 3.241R$ 2.2090,48038,1%10,2%
GoiásR$ 5.238R$ 2.8841,82×R$ 3.324R$ 2.3780,47938,5%10,9%
AlagoasR$ 3.809R$ 2.1301,79×R$ 1.763R$ 1.4010,51241,7%12,3%
Santa CatarinaR$ 5.936R$ 3.3391,78×R$ 4.135R$ 2.7520,42533,3%7,9%
Mato Grosso do SulR$ 5.353R$ 3.0531,75×R$ 3.318R$ 2.3690,45736,3%8,2%
AmazonasR$ 4.624R$ 2.6631,74×R$ 1.542R$ 1.4500,48838,7%9,5%
ParáR$ 4.392R$ 2.5351,73×R$ 1.677R$ 1.4350,49239,8%11,6%
Mato GrossoR$ 5.367R$ 3.1311,71×R$ 3.367R$ 2.2970,43934,6%8,4%
TocantinsR$ 4.281R$ 2.6761,60×R$ 2.463R$ 1.9790,47237,2%10,9%
BahiaR$ 3.728R$ 2.3991,55×R$ 1.790R$ 1.4520,46636,4%8,6%
Minas GeraisR$ 4.550R$ 2.9431,55×R$ 3.077R$ 2.2890,47337,9%11,2%
São PauloR$ 5.629R$ 3.6841,53×R$ 4.060R$ 2.8620,49139,0%10,9%
MaranhãoR$ 3.266R$ 2.5201,30×R$ 1.484R$ 1.2310,49138,8%10,7%

Fonte: IBGE, PNAD Contínua, tabelas 4659 (rendimento por posição), 7533 (renda domiciliar por pessoa), 7435 (Gini) e 7527 (parcela da renda por classe). Clique no cabeçalho para ordenar.

Como a renda se divide: dos 10% mais pobres ao 1% mais rico (2025)

Atenção: daqui para baixo a medida muda. Até aqui, o rendimento de quem trabalha. Daqui em diante, a renda detodas as fontes do domicílio (salários, aposentadorias, aluguéis, programas sociais) dividida pelo número de moradores — é assim que o IBGE mede desigualdade, porque é o que sobra para cada pessoa da casa, trabalhe ela ou não.

Imagine os brasileiros em fila, do que tem menos renda para o que tem mais, divididos em dez grupos do mesmo tamanho. A tabela mostra, para cada grupo, de quanto a quanto vai a renda por morador, quanto cada um recebe em média e que pedaço de toda a renda do país fica com ele.

Grupo, do mais pobre ao mais ricoFatia do paísRenda por moradorMédia do grupoFica com
Os 10% mais pobres10%até R$ 451R$ 2681,2%
2º grupo10%R$ 451 a R$ 694R$ 5682,5%
3º grupo10%R$ 694 a R$ 906R$ 7913,5%
4º grupo10%R$ 906 a R$ 1.154R$ 1.0274,5%
5º grupo10%R$ 1.154 a R$ 1.490R$ 1.3115,8%
6º grupo10%R$ 1.490 a R$ 1.697R$ 1.5606,9%
7º grupo10%R$ 1.697 a R$ 2.158R$ 1.9138,5%
8º grupo10%R$ 2.158 a R$ 2.958R$ 2.49411,0%
9º grupo10%R$ 2.958 a R$ 4.609R$ 3.59015,9%
Os 10% mais ricos10%acima de R$ 4.609R$ 9.11740,3%
Dentro dos 10% mais ricos
Entre os 10% e os 5% mais ricos5%R$ 4.609 a R$ 6.900R$ 5.51912,2%
Entre os 5% e o 1% mais ricos4%R$ 6.900 a R$ 15.214R$ 9.64817,0%
O 1% mais rico1%acima de R$ 15.214R$ 24.97311,0%

Os dez grupos somam 100% da renda. Os três últimos estão dentro dos 10% mais ricos e por isso não entram na soma; repare que têm tamanhos diferentes (5%, 4% e 1% da população). "Renda por morador" é o intervalo que define o grupo: quem tem mais de R$ 4.609 por morador está entre os 10% mais ricos. Fonte: IBGE, PNAD Contínua, tabelas 7527 (quanto da renda total fica com cada grupo), 7533 (renda média de cada grupo) e 7438 (os limites de cada grupo), tudo a preços médios de 2025. Em termos técnicos, o limite dos 10% mais ricos é o percentil 90 (P90) e o do 1%, o P99.

E entre quem trabalha? O 1% que mais ganha

Aqui a fila é outra: só as pessoas ocupadas, ordenadas pelo que recebem no próprio trabalho (não pela renda da casa).

Grupo de trabalhadoresRendimento médio mensal
Os 10% que menos ganhamR$ 478
Média de todos os ocupadosR$ 3.560
Os 10% que mais ganhamR$ 14.352
dos quais o 1% que mais ganhaR$ 39.470

Fonte: IBGE, PNAD Contínua, tabela 7535 (rendimento de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, por classe de percentual dos próprios ocupados), a preços médios de 2025. Como a fila é de trabalhadores e não de domicílios, estes valores não são comparáveis linha a linha com os da tabela acima.

Desigualdade desde 2012: parcela da renda de cada grupo

10%20%30%40%50%20122014201620182020202220242025
10% mais ricos: 42,8% → 40,3%Metade mais pobre (50%): 15,8% → 17,5%1% mais rico: 12,1% → 11,0%10% mais pobres: 1,0% → 1,2%

Fonte: IBGE, PNAD Contínua, tabelas 7527 e 7530. Gini do Brasil: 0,540 em 2012 → 0,511 em 2025.

O que os números dizem

Frases calculadas automaticamente a partir dos dados acima; nenhum número é digitado à mão.

O que significam os termos desta página
Rendimento médio habitual
Quanto a pessoa diz receber normalmente por mês no trabalho principal, em dinheiro ou produtos, antes de descontos. Média entre quem tem rendimento; a PNAD é uma pesquisa por amostra do IBGE, com margem de erro.
Setor público (PNAD)
Empregados de órgãos públicos das três esferas: servidores estatutários, militares e celetistas. Inclui professor da rede municipal e agente de saúde, não só carreiras federais. Comparar a média com o setor privado mistura ocupações e escolaridades diferentes.
Percentil (P10, P90, P99)
Imagine todos os brasileiros em fila, do que tem menos renda para o que tem mais. O percentil é a renda de quem está num certo ponto dessa fila: no P10 ficam 10% das pessoas atrás, no P50 metade, no P90 noventa por cento. Por isso 'acima do P90' quer dizer 'entre os 10% mais ricos' e 'acima do P99', 'no 1% mais rico'.
Renda domiciliar por pessoa
Soma de todos os rendimentos do domicílio (trabalho, aposentadoria, aluguel, programas sociais) dividida pelo número de moradores. É a medida que o IBGE usa para distribuição e desigualdade.
Índice de Gini
Mede desigualdade de 0 (todos com a mesma renda) a 1 (uma pessoa com tudo). Calculado pelo IBGE sobre a renda domiciliar por pessoa.

Definições conforme a Lei 4.320/1964 e o Manual Técnico de Orçamento (SOF). Detalhes na metodologia.